Arcade - Luta - 2 Jogadores - Capcom 1987
João Carlos Alves - Data: 28/05/2010
Toda grande lenda tem um começo.
Assim como o maior jogo de luta de todos os tempos também possui o seu.
E esse jogo chama-se Street Fighter!
Os anos 80 foram sem duvida alguma, um marco na cultura e na vida muitas pessoas e se tratando de videogame, essa regra jamais deixaria de se cumprir.
Clássicos eternos nasceram na década que, mesmo não sendo a inicial nas histórias dos videogames, foi sem sombra de dúvidas, a mais importante.
Em 1987, a Capcom, que já tinha uma grande fama, lançou aquele que seria a base das sequências e de outros jogos produzidos aos montes na década de 90.
Digno de uma dificuldade extrema acrescentada de excessivas falhas nos comandos para executar os golpes especiais, Street Fighter é um jogo que causa estresse até mesmo no mais "hardcore" dos jogadores.
E por falar em comandos, os de Street Fighter, foram utilizados inúmeras vezes em jogos de outras produtoras como, por exemplo, a SNK e seus Fatal Fury, Art of Fighting e Samurai Shodown, Breakers da Visgo e até Mortal Kombat da Midway.
Takashi Nishiyama e Hiroshi Matsumoto (que nos créditos aparecem como "Piston Takashi" e "Finish Hiroshi") foram os criadores de Street Fighter.
Algum tempo após o lançamento, saíram da Capcom e foram para a SNK, onde participaram da criação de jogos famosos como Fatal Fury 3, Ghost Pilots, Art of Fighting, The King of Fighters (94-99), Metal Slug 2 e Savage Reign.
Apesar de ter sido lançado numa época em que jogos como 1942, Star Force e Gradius e de labirinto/puzzle como Pac Man e Dig Dug faziam muito sucesso, Street Fighter não foi o primeiro jogo de luta no estilo um contra um.
Yie-Ar Kung Fu por exemplo, já existia e era sucesso nos arcades e consoles como MSX e Nintendo.
Mesmo assim, trouxe inovações que até serviram de base para os jogos mais modernos como um jogo atual da série, o Super Street Fighter IV lançado em 2010.
A maior inovação de Street Fighter acontecia em seu arcade versão deluxe.
Dois botões com medidores de intensidade faziam os golpes saírem mais fracos ou fortes de acordo com a força aplicada ao pressioná-los.
Os personagens...

Ryu

Ken

Birdie

Eagle

Lee

Gen

Geki

Retsu

Mike

Joe

Adon

Sagat
Ainda que diferente, essa inovação ficou restrita apenas a esta versão, sendo descontinuada pela Capcom nos jogos posteriores da série.
Já a versão mais simples do árcade continha o clássico controle com seis botões (três socos e três chutes, fracos, médios e fortes) que é utilizado até hoje.
Outra característica do jogo são as fases bônus para se conseguir maiores pontuações.
Se tratando de Street Fighter, quando se fala em fase bônus, logo vem a destruição de um carro na mente dos jogadores mais velhos.
No primeiro jogo, elas variam entre quebrar telhas e blocos de concreto e destruir placas de madeiras que outros lutadores seguram em diversos pontos da tela.
Os personagens de Street Fighter são até hoje, reconhecidos com facilidade.
Até mesmo porque a Capcom explorou a franquia nos anos 90 quase a exaustão.
No primeiro jogo, apenas Ryu e Ken eram selecionáveis, e não de acordo com a vontade do jogador e sim pela escolha do controle, primeiro controle obrigatoriamente escolhia Ryu e o segundo, Ken.
A história de Street Fighter se perde um pouco no tempo devido aos muitos jogos e as muitas versões de filmes, desenhos, quadrinhos e derivados.
Ryu em busca de crescimento e conhecimento nas artes marciais, parte numa jornada de testes pelo mundo e aproveita um torneio para desafiar lutadores dos mais variados estilos de luta.
Ken seu amigo norte-americano, treinou com ele durante um bom tempo e despretensiosamente, segue uma jornada semelhante.
No inicio do jogo você deve selecionar em qual país (exceto Tailândia) Ryu (ou Ken) começará sua jornada.
Após derrotar os competidores do país selecionado, o computador escolherá seu próximo destino.
Nessa versão, Sagat é o chefe do jogo e Adon o sub-chefe.
Com bons gráficos para um jogo de 1987, a Capcom tentou mostrar características de cada país em seus respectivos cenários como as muralhas da China, a cidade de Nova Iorque, o Monte Rushmore alem de outros lugares ao redor do mundo.
Os personagens no entanto, são mal desenhados, desproporcionais e com uma movimentação pesada.
Quem joga Street Fighter a partir do segundo jogo, estranha o fato de Ryu, por exemplo, ter os cabelos avermelhados e usar sapatilhas.
Algo que a Capcom tentou suavizar em Street Fighter Alpha (Zero) colocando um Ryu com aparência mais jovem e também com cabelos em tom avermelhado diferente de Street Fighter II e III, cujos cabelos são negros.
A trilha sonora é ruim e graças a isso, não possui nenhum destaque especial.
Os efeitos sonoros são fracos e dói no peito do jogador mais exigente e que curtiu Street Fighter 2 no auge, ouvir um Ryu gritar “Fire Ball” ou “Dragon Punch” com uma voz rouca e falhada.
Reconheço, era apenas o ínicio.
As vozes da versão japonesa contêm os nomes originais dos golpes como “Hadouken” e “Shoryuken”.
Críticas sempre existirão pois, todo jogo tem seus prós e contras.
A jogabilidade de Street Fighter é ruim, tem comandos extremamente lentos e difíceis de serem executados.
Para piorar, os golpes dos adversários são extremamente fortes e acabam rapidamente com a sua energia.
No entanto, devemos ter em mente que comparar Street Fighter com seu sucessor World Warrior e as demais sequências, seria algo extremamente desleal e injusto!
É um jogo que quase foi abandonado pela Capcom e ainda bem que isso não aconteceu, pois é provável que não poderiamos acompanhar a saga dos mais famosos lutadores dos videogames.
Fighting Street, o Street Fighter do PC Engine.
Com ele, outras formas de entretenimento apareceram baseadas em Street fighter como as séries animadas, quadrinhos, jogo online e os filmes (péssimos por sinal!).
Street Fighter pode ter muitos defeitos, mas esses serviram para o aprendizado e trouxeram inovações para uma época em que jogos de luta não faziam frente aos clássicos dos arcades como Out Run, Space Harrier, Ms. Pac-Man, Space Invaders e muitos outros.
Graças a Street Fighter, os anos 90 foram repletos de jogos excelentes de luta como Double Dragon (Neo-Geo), Power Instinct, Super Street Fighter Turbo, The King of Fighters e muitos outros.
Essa primeira versão, de longe não é a melhor da série.
Tanto é que só reapareceu anos depois em coletâneas da Capcom, mas é sim um marco inicial de um dos maiores jogos de toda a história!
Além dos arcades, Street Fighter teve versões para PC (MS-DOS), PC engine (com o nome de Fighting Street), Amstrad CPC, Atari ST, Amiga PC, Commodore 64, e posteriormente nas coletâneas da Capcom para PlayStation 2, X-Box e PlayStation Portable.
As versões de Street Fighter
Curiosidades
Street Fighter 2010 lançado em 1986 para o Nintendo é o primeiro com o nome Street Fighter.
Nessa versão, que é de aventura, um “Ken” com braços biônicos enfrenta aliens e seres espaciais para vingar a morte de seu melhor amigo (sem nome citado) após o torneio “Street Fighter”.
A Capcom não liga Street Fighter 2010 a linha de história da série de luta.
O jogo Final Fight deveria se chamar Street Fighter 89 e seria uma continuação do primeiro jogo de luta lançado dois anos antes.
Apenas Ryu, Ken e Sagat estão na sequência do jogo e somente Ryu e Ken estão em todos os jogos da série.
Adon, Gen e Birdie reaparecem em Street Fighter Alpha (zero) e Eagle em Capcom Vs. SNK 2 e também na versão de Street Fighter Alpha 3 para PlayStation Portable (PSP).
Geki, Lee, Mike, Retsu e Joe não apareceram em nenhuma outra versão.
Street Fighter, o início!
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Nome: Joanilson