Nintendo - Plataforma/Ação - 1 Jogador - Taxan 1990
Review: Henrique "Watcher" Tominaga
Para quem tem quase 30 anos ou mais, finalmente Comandos em Ação, o filme foi lançado.
Acredito quer muitos conhecem o título, não só porque jogou no Nintendo, mas porque alguém teve ou conheceu quem tinha, um “Cobra de aço” com dedo e "saquinho" quebrado.
Ou quando a Xuxa dizia: “agora fiquem com o desenho e tchãã... Comandante Cobra e Destro em mais um plano para dominar o mundo”.
Desde moleque esperei ansioso pelo filme, mas depois que vi Transformers fiquei preocupado.
O filme é bom, mas para quem é fã dos anos 80 e 90 nossa! O que são aqueles robôs feitos de lego?
Críticas chatas a parte, eu não vi ainda o filme, mas tenho esperança que seja bom e fiel as raízes.
O povo que fez A Múmia e o Escorpião Rei está na produção, então vamos ter esperanças.
Voltando no tempo um pouco, precisamente em 1991, a Taxan lança para o NES: G.I. Joe.
Na época muita gente era fã do desenho, assim como dos brinquedos, mas o NES não foi o pioneiro.
Antes dele já tinha G.I. Joe para Atari e Intelevision de 1983, e em 1985 e 1987 para o commodore 64.
A versão do NES era simples e divertida: atire em todos e mate o mestre final do estágio.
G.I.Joe - A real american hero.
Eram 6 fases com 3 sub-fases cada e um chefe final em cada fase.
Parecia um genérico da série Contra se não tivesse algumas qualidades que, tornaram o game único.
São 5 personagens sendo que, para cada missão podia-se optar por 3: Duke, Snake Eyes, Rock'n roll, Blizard e Capt. Grid Iron, além de poder alternar entre os 3 sempre.
Sistema de life em barras, evolução do poder das armas e possibilidade de ir até com as mãos.
O game é rápido e os cenários diversificavam bastante, mas o legal mesmo eram os chefes! Ahhh! esses davam emoção.
Não pela dificuldade, mas porque conhecíamos os personagens além de que,na minha opinião pessoal, foram os melhores vilões já criados como Destro, Baronesa (ahh! Baronesa) e claro Comandante Cobra ao lado de outros como o Esqueleto do He-man e Megatron de Transformers.
Falando em dificuldade, para veteranos o game é baba, já para jogadores casuais era uma delícia, afinal nada de dificuldade extrema.
Em se tratando de cores, bem o game era meio “dark” e nada de cores vivas.
Em 1992 a Konami lançou a versão Árcade que muitos odiaram e outras adoraram.
Também neste ano, a Capcom produziu o segundo título: The Atlantis factor.
O game é bem mais colorido, jogabilidade melhorada e por muitos é considerada a melhor versão.
Dos meus games prediletos de NES a primeira versão para mim é a numero um no topo.
Joguei muito e é um dos poucos que ainda jogo já que, no restante do tempo livre a games me dedico a The King of Fighters 98 e Street Fighter.
G.I. Joe em minha opinião, e é um dos melhores games que o NES já teve.
Afinal de contas, depois dele, nenhum console teve a honra de rodar um game estrelado pelos “Joes”.
Capa de G.I.Joe - A real american hero.
Curiosidades...
• Os bonecos até são baratos, somente alguns poucos como o ninja “Storm Shadow” ou o “Snake Eyes” tem preços exagerados.
• A Estrela produziu no final dos anos 80 um personagem exclusivo, mas na verdade deve ter sido para não pagar direitos a Hasbro, fabricante do brinquedo nos EUA.
• O personagem tinha o corpo de um raio laser (?) e a cabeça de outro invasor. Este era o “Cobra de Aço” e que bonequinho feio!
• Passados os anos e com a chegada da internet para todos, os gringos descobriram que existe um personagem criado exclusivamente em outro país.
• Não preciso dizer que tudo que é procurado, sobe de valor rapidinho e hoje em dia ele é vendido no Ebay por fábulas e valores astronômicos.
Veja abaixo, um vídeo de G.I. Joe!
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