Arcade/Neo Geo - Luta - 2 Jogadores - SNK 1991
Review: Alexandre "Dan Gaiden" Moura
Este é um grande clássico da SNK, aquele que iniciou duas das principais séries de luta da empresa: Fatal Fury (Garou Densetsu no Japão) e The King Of Fighters.
O primeiro jogo da série Fatal Fury, lançado em 1991, tem muitos elementos do primeiro fighting game da empresa, Street Smart, inclusive o estilo gráfico é o mesmo, até mesmo uma das músicas veio do game de 1989.
Fatal Fury conta com apenas três personagens selecionáveis, são eles, os irmãos Terry e Andy Bogard e o amigo Joe Higashi.
Juntos eles entram no torneio King Of Fighters.
Joe quer provar que é o mais forte lutador do mundo e os irmãos Bogard estão atrás do organizador secreto do torneio, o chefão do crime organizado da cidade de Southtown, Geese Howard.
Geese matou o pai de Terry e Andy quando os mesmos eram pequenos e eles juraram vingança.
A historinha é típica de filmes “B” americanos, bem clichê, mesmo assim, os três personagens principais tinham muito carisma e fizeram muito sucesso, principalmente nos jogos que vieram depois.
O primeiro jogo da série Fatal Fury, lançado em 1991, tem muitos elementos do primeiro fighting game da empresa, Street Smart, inclusive o estilo gráfico é o mesmo, até mesmo uma das músicas veio do game de 1989.
A péssima capa americana de Fatal Fury.
Os personagens...

Joe Higash, Terry e Andy Bogard

Raiden

Duck King

Tung Fu Rue

Michael Max

Hwa Jai

Richard Meyer

Geese Howard
O jogo tem sua importância dentro da história dos jogos de luta e da história da SNK, mas falando tecnicamente, ele tem mais erros que acertos.
Um jogo desbalanceado, com jogabilidade problemática, gráficos pobres e personagens mal animados.
Mesmo para a época o jogo demonstrava não estar a altura de seu concorrente direto, Street Fighter 2 da Capcom.
Os cenários têm poucos detalhes, são bem pobres em cores e em animação.
Os sprites que fazem figuração se repetem de maneira grosseira em todos os cenários.
A chuva que cai no cenário de Tung Fu Rue é constrangedora de tão mal feita, bem como a movimentação das ondas do mar no cenário do boxeador Michael Max, que é a cara do Balrog do Street Fighter 2.
Claro que para um jogo de luta com apenas 55 mega de memória, não se podia esperar muito no quesito gráficos, mas se a SNK queria mesmo fazer frente a Street Fighter 2 teria que ter caprichado bem mais.
A jogabilidade é travadinha. Para se fazer uma “meio círculo” é um custo.
Comigo só sai se eu realmente fizer o movimento devagar.
As respostas aos comandos não são rápidas.
As magias tiram muita energia, é possível você derrotar o oponente com apenas 3.
O modo para dois jogadores é diferente de Street Fighter 2, se assemelhando novamente a Street Smart: primeiro você e seu amigo enfrentam a CPU, depois ambos se enfrentam para decidir quem segue no torneio enfrentando o computador.
Pena que na versão arcade/Neo-Geo não tem como você selecionar os outros personagens em modo de 2 players.
Isso faz com que o jogo seja mais recomendado para disputas contra a CPU.
A dificuldade dos oponentes controlados pela CPU é moderada, o jogo acaba se tornando mais difícil mesmo por sua jogabilidade com respostas lentas.
Quanto a isso não há muito que fazer a não ser, tentar se acostumar.
Poster de Fatal Fury.
Para os jogos de luta que eram novidade no começo da década de 90, este jogo teve uma boa repercussão, o que incentivou a SNK a fazer uma sequência, essa sim, decente de ser jogada, mas isso é assunto para um próximo review!
O som do jogo é bom no constante as músicas.
Vale a pena principalmente pela clássica música do Geese que sempre arrasa!
Os efeitos sonoros e vozes são apenas aceitáveis.
Em suma: Fatal Fury é um jogo que tem seu lugar marcado na história dos jogos de luta mais pelo nome que carrega do que por sua qualidade.
É clássico, mas tem muitos defeitos.
Jogue mais prá ter a sensação de como era jogar os pioneiros games de luta, mas sem esperar muita coisa.
Ficha Técnica:Fatal Fury!
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