O Senado e a proibição de games.
Por: João Carlos Alves - Data:23/01/2011
Brasil.
País de maravilhas naturais, com grande parte da população preguiçosa, festeira, que finge ser gentil e que diz não desistir nunca.
Conhecido pela maioria como o país da “Bunda” e do Futebol.
População: 190 milhões de pagadores de impostos (ok, nem todos pagam), muitos traficantes, corruptos, mas a maioria ainda trabalha e muitos ainda prestam.
População essa que diz ser compatriota de Deus, afinal de contas a prepotência prega que “Deus é brasileiro”.
Capital: Buenos Aires. Brasilia.
É num país desses que surgem de tempos em tempos, pessoas que, por acaso em seus “1° de Abril” (que infelizmente não são de mentira) trazem suas ditaduras e revoluções que tiram toda a liberdade de expressão e até mesmo a vida de muitos. Muitos esses que não toleram esses seres ridículos que não pensam direito, como no caso do senhor Senador da Republica Valdir Raupp.
O senhor acima, senador eleito pelo estado de Rondônia cujo o nome eu vou reforçar aqui: VALDIR RAUPP (PPS), criou (ou melhor, defecou) a lei 170/2006 que em forma de emenda, altera o art. 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir, entre os crimes nele previstos, o ato de fabricar, importar, distribuir, manter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos.
Trocando em miúdos: qualquer jogo que seja de alguma forma ofensivo, violento ou ir de encontro a princípios morais e familiares, poderá ter sua venda proibida e causar a multas e até prisões a seus vendedores e proprietários.
Não vivemos atualmente num país democrático?
Já não existe a tal da classificação etária baseada em conteúdo?
Sou nascido em 1983. Penúltimo ano da ditadura militar que durou 20 anos em nosso país. Não vivi sua fase crítica só podendo imaginar o quão ruim fora (e ainda é) para essa terra de propinas, subornos, escândalos, paraísos fiscais e seus “Tiriricas, Sarneys e Malufs”.
No entanto, ainda assim vivendo em fases distintas, me obrigo a fazer a seguinte pergunta: Com tais proibições (que sequer deveriam entrar em pauta), quão próximo não ficaríamos de outra censura ou até mesmo uma nova ditadura militar?
O que mais será feito para censurar a diversão de um povo que em sua maioria, sofre durante a vida toda? Vão proibir o cinema? A televisão? A literatura? O que teremos que aguentar para efetivamente, ter a tal liberdade de expressão e de vida, tão defendida antes e depois de 1984? Vamos mesmo regredir? Seremos tratados como seres sem responsabilidade? Curiosamente, temos a responsabilidade de trabalhar cinco meses por ano para pagar impostos nesse meu Brasil!
Para maiores detalhes a respeito dessa lei, clique aqui.
Peço encarecidamente a todos que disponibilizaram tempo para lerem esse humilde texto mal escrito, que entrem nesta página: www.senado.gov.br e na parte inferior do site, cliquem em “Fale com o Senado” para direcionarem em até 500 caracteres, uma mensagem informando a sua contrariedade a respeito de tal abuso para o senador Valdir Raupp.
Além disso, clique aqui para ver a página do senador Valdir Raupp que contém seus telefones e o e-mail: valdir.raupp@senador.gov.br (utilize-os com sabedoria).
Existe também um telefone para contato com o Senado 0800 612 211 que funciona de Segunda à Sexta-feira, bem diferente da grande maioria dos Senadores que lá estão.
Eu ainda não tenho filhos, mas SOU EU quem deve determinar o que eles deverão jogar ou não. O governo deve apenas se preocupar em utilizar os impostos (e abusivos) que eu pago nos jogos que compro e fazer com que a educação a eles seja decente e digna.
Vote com consciência, com sabedoria!
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